Buffalo aposta no USB de terceira geração Ao poucos vamos lá. Depois de ter sido apresentada a primeira motherboard a suportar o USB 3.0 foi a vez da Buffalo apostar na terceira geração do Universal Serial Bus. Para tal apresentou o seu mais recente disco rígido externo, o DriveStation HD-HXU3 que suporta o USB 3.0 e o seu famoso débito de 6,25Gb/s. Este disco estará disponível em três versões: 1TB por $200 (€135), 1,5TB por $250 (€170) e 3TB por $400 (€270). E não se preocupem em demasia pois o DriveStation HD-HXU3 também é compatível com USB 2.0 pelo que não terá de trocar de computador já a correr. E para quem não pretende entrar em muitas despesas, a Buffalo também apresentou uma placa PCI Express, a IFC-PCIE2U3, que permite adicionar duas portas USB 3.0 ao computador sem ter trocar de plataforma
Coluna de opinião – Rockcon Ocorreu na zona leste de Porto Alegre nos dias 7 e 8 de novembro a primeira edição do RockCon (Rock & Anime Convention), produzido pela Yamato-RS que escolheu o Colégio Marista Assunção como sede do evento, localizado próximo a esquina das avenidas Oscar Pereira e Aparício Borges. O evento pode ser dividido em dois sem dúvida alguma, já que comparando o sábado e o domingo nos sentimos em dois eventos diferentes. Se fosse pra resumir todo o evento em uma única frase, eu diria que o evento pareceu a Divina Comédia de Dante se analisarmos alguns pontos isoladamente. Para quem não conhece a obra, a Divina Comédia trata-se da narrativa onde um homem é conduzido pelo inferno, purgatório e chega aos céus, onde tudo lhe era explicado com detalhes sobre o funcionamento dos três reinos. Com o RockCon foi quase isso, sábado foi realmente um inferno na terra, não por imperícia ou falta de conhecimento dos organizadores, mas por um pouco de ingenuidade de longa data e em excesso por sempre contar com a sorte de não chover ou no caso do RockCon que não chovesse tanto. Qual de nós que apreciou um evento da Yamato no IPA ou no Marista São Pedro pelo menos uma vez não pensou o que seria do evento se chovesse? Bom o primeiro dia do RockCon respondeu a essa pergunta, caos. As atividades estavam marcadas para começar às 12 horas, e os portões foram abertos próximo das 12h36, infelizmente sempre tem atrasos, apesar de algumas pessoas falarem que não se importam de ficar na fila (como todos os eventos fazem), estas pessoas deveriam se importar em serem lesadas, pois pagaram por um determinado período de atividades e isso lhe é negado com o atraso. No caso do RockCon isso quase não ocorreu, no sábado o atraso de 36 minutos provavelmente seria evitado caso o colégio que tinha aulas pela manhã tivesse liberado as salas de aula no horário combinado com a organização do evento. Às 11h40 havia alunos saindo das dependências da escola ainda, enquanto após às 12 horas ainda havia alunos deixando as salas, com isso o atraso era inevitável, e deve-se elogiar o trabalho dos staffs que em tempo recorde organizaram as salas. No entanto a chuva torrencial que caiu em Porto Alegre (fazendo o RockCon ser chamado de TsunamiCon) atrapalhou e muito os planos originais da organização do evento, o ginásio do colégio, local escolhido para abrigar os estandes estava cheio de goteiras, o palco principal localizado na área externa da escola próximo a uma área coberta não resistiu às fortes chuvas alagando o palco, sem contar que mesmo que o palco resistisse, público e cosplays não teriam escolha que não fosse sair na chuva para chegar até o local coberto destinado ao público. Percebendo que não havia a menor possibilidade das atividades do palco serem realizadas na área externa, um plano de emergência foi criado e posto em prática, o palco interno no ginásio da escola recebeu os equipamentos e com isso se perdeu muito de organização de espaço para o público assistir as apresentações, e da qualidade do áudio. Isso tudo serve para mostrar que por melhor que seja o equipamento (no caso a proteção contra a chuva do palco) um plano B deveria ter sido feito desde antes do evento começar, e o palco interno programado para receber as atrações caso fosse necessário, toda a correria dos staffs (novamente eles merecem os parabéns, alguns mais do que outros) e coordenadores para que o prejuízo fosse o menor possível com relação a atraso ou cancelamento de atrações poderia ter sido evitado se não fosse a aparente ausência do plano B e confiança em excesso na proteção contra a chuva. As grandes atrações do sábado ficaram pelo workshop de vocal com EDUARDO "CLARK" MONTEIRO e as apresentações cosplay individuais livre e tradicional, sendo fornecido ao vencedor do torneio tradicional, Felipe Nogueira (Kyu-zumi) com cosplay de Hades\Alone, o translado para Santana do Livramento para disputa de uma vaga na final do Cruzada Cosplay Brasil (CCB) que ocorre em dezembro no Rio de Janeiro. Temos que elogiar o RockCon no quesito regras do concurso cosplay, foi um dos melhores conjuntos se não foi o melhor, parabéns a coordenadora do concurso pelas iniciativas tomadas. Podemos citar como exemplo a tão solicitada e finalmente atendida inscrição on-line para o concurso, a dispensa da imagem de referência impressa dando preferência para material enviado junto com a inscrição on-line ou para quem se inscrevesse na hora, tinha a possibilidade de entregar a referência em um pendrive ou CD, uma solução mais prática, barata e porque não ecológica também. Além de tudo isso havia a promessa de que a organização tentaria procurar na Internet imagens de referência para aqueles que apesar de todas as facilidades ainda não a tivessem. Falando em cosplay, temos que comentar o bom nível dos participantes do desfile cosplay, considerando o número de presentes no sábado, a quantidade de cosplays foi muito boa, uma pena o desfile só ocorrer no sábado, a disputa seria muito mais acirrada se houvesse no domingo também. Apesar de todos os avanços que o concurso cosplay no RockCon nos trouxe houveram sim alguns erros, como por exemplo, a perda de uma inscrição para apresentação individual no sábado, a coordenação do concurso admitiu a falha, pediu perdão pelo acontecido, mas isso não apaga o fato de que foi um erro bobo e justamente por isso poderia ser facilmente resolvido; uma certa polêmica ocorreu com relação ao áudio das apresentações, a regra não especificava o formato de áudio que os arquivos deveriam ter, logo se entende que qualquer formato que rode em qualquer player seria aceito, no entanto um participante não pode se apresentar pois seu arquivo em formato wma não era reproduzido. Este formato roda em 99% dos players pra não dizer em todos, resta somente saber se o arquivo estava de alguma forma "corrompido" ou se foi falha do equipamento do evento; um outro caso foi usado quase como "flame" por parte de algumas pessoas, o caso de outra concorrente que tinha o áudio como projeto do software "Audacity", que não conseguiu converter para o formato correto, a coordenação, mesmo sem ser sua obrigação, se ofereceu para tentar fazer o arquivo rodar, como já era de se esperar não foi possível, ao contrário de alguns comentários após o evento onde se dizia que a coordenação do concurso teria prometido fazer rodar o arquivo. No final do concurso uma pequena gafe ocorreu, ao anunciar o resultado do concurso individual livre, foi anunciado como segundo lugar uma pessoa que não participou do concurso, que desistiu de se apresentar, curiosamente tanto a pessoa que desistiu como a que tirou o segundo lugar, são conhecidas pelo mesmo cosplay. Assim terminou o sábado do RockCon, com goteiras, sem o show da JUN, equipamento trocado de palco de última hora, não mais que 500 pessoas no evento e alguns erros bobos. Se estivéssemos numa adaptação da divina comédia diríamos que agora, Virgílio levaria Dante ao purgatório após conhecer o inferno. Chegando ao purgatório, digo, ao domingo do RockCon, tudo levava a crer que estávamos em outro evento, à quantidade de público parecia pelo menos 5 vezes maior (não que eu tenha algum treinamento para estimar a quantidade de pessoas em um evento), não me espantaria se tivesse 3 mil pessoas no evento. Com a presença do sol, as atividades transcorreram naturalmente, mostrando aos céticos de que o caos do sábado foi provocado não por falta de empenho ou competência dos organizadores e staffs, mas sim por uma mistura de ingenuidade e falta de uma plano B pré-evento. Um novo cronograma foi elaborado para suportar as atividades do sábado que não puderem ser realizadas. As apresentações cosplay em grupo foram de bom nível, nenhum resultado questionável, assim como no animekê, mas falando em cosplay foi realmente impressionante a quantidade de cosplays e principalmente a qualidade destes que passearam pelas dependências do Marista Assunção no RockCon, sempre havia um bom cosplay passando pelos corredores para alegria dos fotógrafos. A qualidade no domingo fez parecer um outro evento, mostrou que no papel o sábado do RockCon também seria desse nível. No segundo dia houve a batalha das bandas, a maioria das apresentações foi muito boa, cada grupo agradando o público a sua maneira. No final o primeiro lugar acabou ficando com a banda Onigattai que foi a mais ovacionada pelo público no momento da apuração dos vencedores, encerrando o domingo que chegou muito perto de ser algo próximo à perfeição. Se não fossem os problemas do sábado, a localização não muito feliz do evento, já que era fora do caminho de praticamente todas as zonas de Porto Alegre e cidades próximas, o descaso com relação ao concurso cosplay por parte da organização restringindo o concurso ao tempo que desse pra realizar e não ao tempo que precisasse para realizar, chegando a ponto de limitarem a 5 grupos o número de concorrentes, houve o show do Hibria, que foi algo de extrema qualidade, empolgando o público que presenciou. Após o show, a pedido da banda, a organização providenciou uma área para os fãs comprarem cds e camisetas da banda, tirarem fotos e pegar autógrafos, mas isso não era condicionado a compra dos produtos (este um modelo a ser seguido, já que algumas bandas só autografam os produtos que vendem). Para não nos alongarmos muito, vamos a nossa equação de fim de coluna. Sábado (boa praça de alimentação - pouco público - goteiras - pouca variedade de estandes - troca do equipamento de um palco pra outro às pressas - problemas com o áudio - cancelamento do show da JUN - programação muito reduzida - erros no anúncio dos vencedores do concurso individual livre + inovações do concurso cosplay). Domingo (grande público + ótimos cosplays + batalha de bandas + show do Hibria + bom concurso cosplay apesar da redução das inscrições + sessão de autógrafos do Hibria pós-evento) O resultado disso é praticamente um empate técnico, mas devido ao assombroso salto de qualidade do evento de sábado para domingo, digo a todos para darem mais um voto de confiança a Yamato-RS, um evento que dá um pouco mais de espaço a música e que permite um avanço tão significativo no conjunto de regras do concurso cosplay merece uma segunda chance para ser analisado de forma mais justa. O primeiro dia do RockCon serviu para mostrar onde as coisas podem melhorar, ao que ser feito com relação a chuva, o domingo serviu para mostrar como é possível fazer um evento de muita qualidade com o pessoal daqui do sul. Esperamos que ano que vem tenhamos o RockCon segunda edição, com os mesmos organizadores e coordenadores dessa primeira e que o nível de qualidade seja igual ou superior ao do segundo dia desta edição. E foi assim que o nosso Dante (o evento) foi conduzido do inferno ao purgatório e chegou perto dos céus.
TweetLevel mede importância dos usuário do Twitter Edelman lança o TweetLevel, ferramenta online gratuita para medir a importância a popularidade e a influencia dos Twitteiros. A agência desenvolveu um algoritmo que leva em conta a quantidade e a qualidade das twittadas e permite que os usuários compararem a sua própria importância com a de qualquer um que sigam. “Diferente da maioria dos rankings que olham apenas para o número de seguidores, o TweetLevel apresenta um panorama mais claro de quem é importante dentro desse fórum de influência”, disse em comunicado Jonny Bentwood, chefe de análise estratégica da Edelman, e criador do algoritmo. A ferramenta dá pontos ao utilizador em quatro categorias: quantas pessoas lêem o que ele escreve; quanto seguidores o twitteiro tem, o quanto ele participa e se as pessoas acreditam nele. Cada pontuação vai até 100: quanto mais pontos, mais importante é o usuário.
Movimento Social Conforme a abordagem histórico-estrutural, para que haja movimento social é preciso que haja o conflito, que seriam as contradições sociais que despertariam a ação coletiva, esta sendo outra característica fundamental do referido movimento, mas esta ação só é social quando envolve mudança no sentido da vida social das pessoas. Na abordagem neopositivista não há o conflito e sim um desequilíbrio social sem interesses antagônicos, apenas ocorre um processo natural de desenvolvimento da sociedade, independendo da ação dos indivíduos. Já na abordagem culturalista a ação coletiva é vista como fruto do aspecto subjetivo dos fatos, considerando a decodificação dos discursos e as representações dos indivíduos como práticas fundamentais para compreender suas ações. Os movimentos sociais acontecem para mudar ou conservar alguma regra, libertando ou conservando a opressão a qual estão submetidos, mas não basta existir a opressão, as pessoas precisam se dar conta que estão oprimidas, só a partir de tal identidade é que se pode desenvolver ações que venham a constituir-se em movimentos sociais. Resumindo, o movimento social trata-se da ação conjunta de homens, a partir de uma determinada visão de mundo, objetivando a mudança ou conservação das relações sociais numa dada sociedade. Sociologicamente, o movimento social compõe-se de alguns elementos que permitem analisar como se dá este movimento em nossa sociedade: - O projeto seria a proposta do movimento, qual o seu objetivo e estratégias utilizadas para superar as razões que os motivaram para tal. - A ideologia seria a “visão de mundo”, uma forma de pensamento que contém, ao mesmo tempo, idéias que correspondem às reais condições de vida e idéias falsas sobre essas condições. Defini o sentido do movimento social. - A organização refere-se na direção do movimento se sua hierarquia é centralizada em um corpo de líderes, descentralizada ou organizada de forma coletiva. O movimento dos operários que surgiu com o avanço da industrialização e as péssimas condições de trabalho com um excesso de exploração serve de exemplo de movimento social em busca de mudanças na estrutura vigente. Após o avanço industrial volta-se o pensamento socialista que traz autores que acreditavam que, alcançado o desenvolvimento técnico, havia chegado o momento da utopia socialista, em que a propriedade devia ser organizada cientificamente em benefício de todos. Na concepção de Marx e Engels, a luta revolucionária consistia na tomada do poder do Estado pelo proletariado. De posse do poder do Estado, a propriedade privada dos meios de produção seria progressivamente abolida, e com ela seriam abolidas não só as classes, mas também o próprio Estado. A Revolução Russa, com a tomada do Estado pelo operariado, foi como o piscar de alerta para o mundo capitalista. O movimento operário tornara-se uma ameaça real à hegemonia capitalista no mundo. E essa ameaça veio somar-se a crise de superprodução que abalou a economia capitalista, mostrando a impossibilidade de a economia ser regida unicamente pelo mercado. A resposta burguesa ao avanço do operário se deu com o Estado do Bem-Estar Social, que garantiu a acumulação capitalista a partir de um planejamento econômico centralizado, e através de políticas sociais, conteve o avanço operário ao atender suas necessidades básicas. Este modelo de sociedade entrou em crise, pois o Estado rapidamente perdeu sua capacidade de financiar o pleno emprego, até hoje, e os desequilíbrios entre os setores produtivos voltaram a ameaçar o sistema capitalista. Assim surgem novos movimentos sociais: - Ecológico; - Feminista; - Hippie; - Estudantis; - Sociais urbanos. Os novos movimentos sociais têm em comum o fato de denunciarem as contradições da sociedade capitalista em seus diversos níveis de relações, ao mesmo tempo em que apontam para a incompatibilidade das formas de organização do poder político (autoritário e tecnocrático), em uma sociedade mais complexa e em intenso processo de transformação social. Os novos movimentos se diferenciam dos tradicionais por apresentarem projetos voltados para a organização autônoma dos diversos segmentos sociais, o que evidencia uma visão de mundo que respeita a diversidade entre os grupos e as classes, mas sem negar o direito a todos de conviver em um mesmo espaço social, econômico e político, em igualdade de condições e com justiça social.